Um Natal com Amor - Silvana Barbosa

   Olá princesas e princesos, como estão? A época mais esperada do ano chegou e com ela, vem junto os contos amorzinhos! Separei 3 pra vocês que postarei ao longo da semana. Bora conferir?!
Um Natal com Amor, Silvana Barbosa - Entre Capas & Letras

  • Autora: Silvana Barbosa
  • Páginas: 22
  • Ano: 2017
  • Gênero: Romance

Sinopse:


   Quando Lorde Shakman saiu aquela noite fria de Dezembro, à cata de diversão em algum bordel ou casa de jogos londrinos, não poderia supor que seria seu destino selado de modo irrevogável.

  Um encontro inesperado muda o caminho do notório libertino, mostrando-lhe novas perspectivas, alterando-lhe convicções, traçando diferentes prioridades e abrindo o caminho em seu coração para toda a surpresa, ternura e emoção que apenas a descoberta súbita e incontestável do amor pode conseguir!

O Espírito Natalino pode operar milagres!




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   Um Natal com Amor é um conto da Série Libertinos da Autora. Quem já conhece a série e leu os outros livros, sabem que é Grayson Shakman (eu não conhecia, haha). Como diz na sinopse, ele é um Lorde e solteiro. Numa certa noite, em seu trajeto para conhecer o novo Bordel da periferia, quando se depara com um acena suspeita. Ele vê uma moça rodeada de rapazes e seu cavalheirismo entra em alerta para salvá-la. 
   Mas é ai que a autora nos arranca uma risada logo no início, porque Grayson tem uma entrada triunfante no meio da pessoas e ainda descobre que, a situação não era bem o que ele imaginou.
   Melinda Rooney Thompson, filha amada e querida do Reverendo, estava organizando as pessoas em fila para uma ação de caridade: Distribuição de Sopas Quentes;  Grayson acaba sendo "confundido" com os carentes que estão lá para receber as doações e recebe uma tigela com o liquido quente para tomar.
   Encantado com Mel, em todos os sentidos que um homem pode se encantar por uma mulher; Grayson passa a frequentar o local de ajuda frequentemente e se oferece para a ajudar a moça. Logo, percebe a real situação dessas pessoas,  se compadece e ajuda nas doações, com roupas e sapatos novos, principalmente para as crianças, ele descobre ter um talento incrível para lidar com elas e Mel se vê encantada pelo bom coração do moço.
   
   É uma história divertida, a gente dá risada e quando o conto acaba (o que infelizmente é rápido), a gente sente o coração aquecido. Através da vergonha que Grayson passa no início do livro, ele faz com que os menos favorecidos tenham um próximo ano diferente deste que está acabando e a melhor parte é que ele não o faz sozinho, ele usa sua influencia de Lorde para dar o melhor a cada uma dessas famílias. 
   Grayson se apaixona por Mel não apenas pela sua beleza (ele ressalta que, ela é uma mulher que não fazia seu tipo), mas também pelo seu coração e sua alma iluminada. Ele teve orgulho dela.


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   Bem, essa é a primeira resenha Natalina, eu espero que tenham gostado e leiam, pois é muito amorzinho.
Hoje, já sendo dia 24, aproveito para desejar um Feliz Natal a todos vocês (nada de próspero ano novo ainda, porque eu vou voltar, hihi) e comam bastante!! 



Um trechinho pra deixar vocês curiosos:
"Logo ele, Garyson Shakman, um libertino com nome
escrito em maiúsculas na lista negra das mães Inglesas."

It seemed like it would work, did not it?

É eu sei. Parecia que daria certo. Que era pra ser. 
Parecia que finalmente o conto de fadas que eu nunca acreditei que aconteceria iria acontecer sem mesmo que eu me lembrasse.Tudo tão perfeito, não perfeito não, com alguns errinhos mas mesmo assim era um paraíso, era como se aquela pessoa fosse a que iria se encaixar perfeitamente em meus braços e nunca mais se soltar.
O abraço, o beijo, o toque, tudo tão suave, bom, gostoso, tudo tão apaixonante.
Mas aí vieram os “e se” e os medos. Ah, o medo. O medo cegante. O medo do futuro. O medo do “e se não?” ou do “ e se sim?” . Até a primeira pontada do “e se” ir mais fundo, furar um buraco ainda mais fundo no ser que era nós dois.
Estávamos tão saturados, tão cansados com o peso do dia-a-dia , tão medrosos com tudo, que cedemos.
Acabou.
Me destruiu por completo. Doeu, doeu tanto que as vezes eu não conseguia respirar. Senti como se um veneno penetrasse todo o meu corpo e me consumisse e me queimasse por inteiro. Mas no fim das contas, sobrevivi.
Eu estou aqui. Estou de pé novamente. Estou respirando normalmente aos poucos.
Eu amadureci mais ainda com isso.
Tirei um tempo para mim, sai, curti, dancei, ri, chorei, vi minhas séries e fiz tudo que poderia por mim mesma. Porque pra mim era tudo que me importava no momento, o meu eu, a minha alma, o meu eu quebradiço que precisava ser reconstruído.
Me reconstruí. Respirei fundo. 
Passei por mais provações, mais raivas, mais surtos de consciência, sobrevivi, respirei mais fundo olhei para algo aleatório e deixei passar.
Agora com tudo um pouco mais organizado na minha mente, olho para o céu e penso: “O que virá por agora?”
Quem sabe o que o futuro nos aguarda?
Todos nós estamos sujeitos a mudanças.
Quem sabe mais tarde? Lá na frente?
Por enquanto não quero pensar. Vou viver o meu presente e o futuro que há de vir, virá e quanto as surpresas que ele trará, terei muito tempo para esperar. 

Subconsciente - Camila Dornas

   Oii amores, como estão? As férias da faculdade finalmente chegaram e hora de atualizar as resenhas! Já faz um tempo que li esse livro, mas não consegui resenhá-lo antes (que novidade, né Débora) e por isso vou começar por ele!!!


Subconsciente, Camila Dornelas - Entre Capas & Letras

Ficha Técnica:

  • Autora: Camila Dornelas
  • Páginas: 471
  • Editora: Arwen
  • Ano: 2017
  • Gênero: Fantasia / Ficção Contemporânea 

Sinopse:

   Paris de 1922. O mundo se recuperava das consequências da Grande Guerra. Em uma geração regada e luxúria e boemia, o sonho de Olga Chevalier era ser a maior cantora que o mundo já viu. Suas ambições começam a mudar quando uma dançarina do famoso cabaré Moulin Rouge é assassinada, e o dom de Olga passa a leva-la até os sonhos e a mente do assassino. Amor, desejo e mistério se unem nessa trama alucinante... Em quem confiar? Em situações extremas, até seu próprio dom pode traí-la.




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   A história começa com uma situação embaraçosa, temos Olga (nossa personagem principal) andando pelas ruas de Paris tarde da noite e sozinha; eis que um ladrão começa a persegui-la e eles acabam entrando em combate. No meio da confusão, o dom de Olga começa a se manisfestar e ela sente seus sentidos se desligando... Nesse momento aparece Vincent Lefevre, ele a ajuda, impede o assalto e o mais curioso para o inicio de um livro: ele não faz perguntas sobre o que aconteceu no momento em que Olga perdeu os sentidos e volta quase se afogando.
   Seu pai faleceu na Grande Guerra, sua mãe saiu para trabalhar em um determinado dia e nunca mais voltou, então Olga se viu responsável por Jean, seu irmão caçula; na época eles tinham 16 e 11 anos respectivamente, eles perdem a casa que moram e por medo de serem enviados para um orfanato e separados na adoção, eles foram morar na rua.
   Olga aprendeu desde nova como ser uma mulher independente, algumas infrações foram necessárias, assim como aprender a se defender para cuidar de Jean (mataria se fosse preciso), para não perecerem nas ruas Parisienses.

   1922, Olga está com 20 anos e Jean com 15. Uma mulher de personalidade, ruiva, dos olhos violeta, a é cantora no Moulin Rouge desde os 18, dona de uma voz que faz o mundo se calar para ouvi-la. É com dinheiro dessas apresentações que, paga o aluguel em um cortiço e junta o seu "pé de meia" para ter um futuro melhor com seu irmão; por isso, nunca se rendeu a Cortesã, ela tem o sonho de ser vista por algum olheiro e se tornar uma cantora famosa. Tudo o que ganha vem da música; por ela trabalhar em um Cabaré, é discriminada por seus vizinhos, mas não se deixa abalar por isso e pelo fato de escolher não se tornar uma cortesã, frustra muitos frequentadores do lugar e principalmente o diretor do cabaré, mas nem por isso ela se deixa intimidar pelas ameaças. 
   Vincent foi comandante de Batalhas na Grande Guerra, ele é um sobrevivente mas que tem suas marcas das trincheiras. Ele e Olga tem uma ligação muito intensa (lá no inicio, naquela cena do assalto, lembra?). Ele, sempre muito misterioso, principalmente sobre seu passado, entra em uma investigação de assassinato com Olga, quando uma de suas colegas de trabalho morre nas dependências do Cabaré; o dom dela e o instinto de guerra dele, os guiam até desvendar o mistério deste assassinato.

   Foi o primeiro livro que li da Camila; Subconsciente é narrado em primeira pessoa (pela própria Olga) mas super envolvente, detalhado e casa bem com a época que a história é contada. A autora criou personagens fortes, de atitude e todos eles tem uma grande contribuição pra história, o romance não é algo meloso e clichê e orna bem com os acontecimentos do livro; no inicio de cada capítulo, tem uma frase que afina com o que vem pela frente.
   Haja coração pra terminar esse livro, pois sempre que eu pensava "agora vai ficar tudo bem", Camila tinha mais uma surpresa. O desfecho do livro foi incrível, é um final que você senta e pensa sobre ele, porque em nenhum momento do livro tem indícios de que é daquele jeito que via terminar.
   A história de Olga e Vicent é fechada perfeitamente, assim como o remate de Jean; espero que a Camila nos presenteie com algo sobre mais uma personagem, que tem uma influencia grande na história, pois ficaram umas pontinhas soltas sobre ela, haha. 
   Tem mistério, assassinato, romance, vingança, rejeição e muito mais, tudo misturado e muito bem dosado (sem contar essa capa linda, que retrata Olga com todo seu charme). Camila está de parabéns pela obra!




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   Bem, essa é a resenha dessa semana, eu espero que tenham gostado e leiam, pois a historia sensacional



Um trechinho pra deixar vocês curiosos:
"Ás vezes, as lembranças são capazes de formar uma realidade tão crível quanto os sonhos, e ainda mais dolorosas."

Comigo é 8 ou 80

( foto achada no pinterest)


Comigo é o 8 ou 80. Ou pega fogo ou nem tenta.

Extremista, estressada, realista, ansiosa, insensível  e um monte de outras coisas. Essa sou eu. Eu não acredito em contos de fadas, nem em príncipes, nem em histórias super felizes, cheia de magia e superação. A realidade é tão mais complicada que isso.

É a pior coisa sobre ser intensa: as pessoas não te entendem. Não entendem como é ser ousada e ainda ter medo, como é ser insensível e ainda se derreter por flores ou até uma nota de rodapé escrita por alguém importante. Não entendem.

Quebrar a cara é algo muito constante na vida, na minha diria que todo dia, nas 24 horas totalitárias dele, estou quebrando a cara, seja dormindo ou acordada sempre vai ter algo ali pra me fazer olhar pra cima e dizer: “Fala sério?”. 

Mas eu quebrei a cara tantas vezes que é por isso que eu não consigo mais acreditar em certas coisas.

Príncipe em um cavalo branco? Bullshit . Histórias super felizes, super cutes ? Bullshit.A realidade é um tapa na cara. Dói mas é preciso ser levado. Quando você passa a encarar as coisas com outro olhar você começa a entender as coisas melhor.

Por isso eu não acredito mais em príncipe, em castelos, em corações flutuantes ou algo do tipo. Aqui é pé no chão, senta no chão com uma taça de vinho ( ou refrigerante) na mão e pontua a história direitinho, conversa, discorda, concorda ou nem vem. Eu não vou ficar na palhaçada de joguinhos, meias conversas, meias respostas, na corda bamba porque eu mereço bem mais que isso. MUITO MAIS.

Se for pra ser meio nem chega, se for pra vir com tudo, vem, arde e queima.
Puxa o meu ser interior com toda a intensidade, suga e engole. Agora não coloca pra fora depois. O primeiro gosto é amargo mas o segundo é doce.

Arde, queima, joga querosene e me assiste queimar e mostrar todo o brilho e toda a minha intensidade. Assiste – me como uma labareda dançando entre teus dedos.

Porque comigo é assim, 8 ou 80, ou pega fogo, ou nem tenta. 

As Noivas de Robert Griplen - Talita Vasconcelos

   Oii meus amores, tudo bem? Eu já havia feito a resenha desse livro, mas não sei o que houve, acabei perdendo junto de algumas outras, então, hoje cedo, vou deixar aqui essa indicção pra vocês, da Talita Vasconcelos, umas das primeiras parceiras do Blog. Espero que gostem! 


As Noivas de Robert Griplen, Talita Vasconcelos - Entre Capas & Letras

Ficha Técnica:

  • Autora: Talita Vasconcelos
  • Páginas: 382
  • Ano: 2016
  • Editora: Saraiva
  • Gênero: Fantasia / Romance / Suspense e Mistério 

Sinopse:

   As irmãs Susan e Anne Dawson mergulham num mistério sobrenatural… Literalmente! E descobrem que as profundezas do mar de Salém, a cidade das bruxas, guardam mais segredos do que se pode imaginar.
   Uma mansão, magicamente preservada nas profundezas por duzentos anos, pode ser o palácio particular do homem de seus sonhos. Mas ceder aos encantos dele pode transformar os sonhos em pesadelos.
   Seus destinos, lamentavelmente, se cruzam ao de inúmeras moças que vieram antes delas, e que não puderam resistir ao encanto nas águas de Salém.
   Robert Griplen, um homem amaldiçoado pelo destino, é tragicamente separado de sua noiva na véspera do casamento.
   E duzentos anos profanando a morte para encontrá-la pode ser tempo demais. Mas ele não tem escolha. Pois a cada primavera, ele precisa escolher uma nova noiva.



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   Quando comecei, não achei que o livro me cativaria tanto.
  De imediato, a história se passa em Março de 1846; somos apresentados as gêmeas Dawson, elas são órfãs e foram criadas sob a tutela da governanta com a ajuda do Padre local. 
   Anne começa a apresentar os sintomas da "peste", um fenômeno que acomete moças solteiras de 17 anos, mas é um assunto que os moradores não falam.
   Susan não está disposta a perder sua irmã e vai atrás de tudo o que pode para descobrir o é essa peste e o que fazer para salvar Anne.
   Em um determinado ponto da história, somos levados a uma Salém recém-colonizada, em Março de 1646 (200 anos ates) e conhecemos a Família Griplen. Robert é o único filho homem e tem uma irmã caçula, Emily; eles são umas das famílias mais ricas do local e isso os torna influentes também.
   Robert se apaixona por Lucy e pretende desposa-la, mas seu pai é contra tal união e isso vira uma guerra entre os dois, pois Robert não pretende abrir mão de sua amada e por causa dessa pertinácia de Robert para se casar, uma maldição toma conta de Salém. 
   Tudo foi descrito muito detalhadamente, mas não a ponto de ser chato; foi como estar na própria, Salém no século 19 (figurino, valores morais e éticos). O livro é narrado em 3ª pessoa, pela Susan e não tem muitas "conversas", o foco são as narrativas.
   E que obra sensacional, meus amigos!!! Me senti uma CSI, juntando as pistas durante o livro e desvendando a maldição no final. Ah! E a autora deixa no ar, uma possível continuação mas  não é algo que atrapalhe os desfecho.


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   Meus amores, é isso e espero que tenham gostado, confiram (aqui) o booktrailer do livro, beijinhos e espero voltar logo! 



Um trechinho pra deixar vocês curiosos:
"Isso era o tipo de coisa que os bardos não contavam em suas histórias: sobre como, algumas vezes, o amor e a morte podem estar diretamente entrelaçados."
   
   

Why We Broke Up (Por Isso a Gente Acabou) - Daniel Handler

   Olá amadinhos, como estão? Acabaram-se as férias, as aulas voltaram e meu sumiço continua (sorry), mas hoje, neste domingo, venho trazer pra vocês o livro que todo adolescente deve ler. Ele é maravilhoso e espero que gostem! Então... vamos lá! 

Por Isso a Gente Acabou, Daniel Handler - Entre Capas & Letras
"You either have the feeling or you don't."

Ficha Técnica:

  • Autor: Daniel Handler
  • Ilustrações: Maira Kalman
  • Páginas: 368
  • Ano: 2012
  • Editora: Cia Das Letras
  • Gênero: Romance 

Sinopse:

   Por isso a gente acabou trata, com a comicidade típica do autor, de uma situação difícil pela qual todos um dia irão passar: o fim de uma relação amorosa e toda a angústia, tristeza e incerteza que essa vivência pode gerar. Min (Minerva) Green e Ed Slarteron estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro.
   Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar algo ao garoto, junto de uma carta, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é a história de Por Isso a Gente Acabou; que é assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação.
   Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas deste romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou. A artista Maira Kalman, autora de diversas capas da revista The New Yorker, ilustrou a narrativa, trazendo cor e descontração a esta história dolorida.


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   Uma amiga me citou uma frase desse livro  eu fiquei curiosa, baixei o PDF e li. Faz uns 2 anos que o li e hoje estava revendo alguma citações de livros salvas e achei a citação que está no cabeçalho, então decidi falar sobre ele. 
  Você ri com a personagem, você quer chorar junto com ela, todos que já tiveram o coração partido, sentem tudo o que ela sente, sentem compaixão, sentem a angustia e a dor no coração.
  Por onde começar? Daniel Handler (ou Lemony  Snicket, Desventuras em Série) tem 46 anos e consegue perfeitamente incorporar Min (Minerva) Green, uma adolescente de 16 anos que se apaixona pelo Co-Capitão do time de Basquete da escola, Ed Slaterton que ao mesmo tempo que é o "carinha popular" também tem seus dotes. E a Min? Bem, o que dizer? Ela é incrível (ou "diferente", como o próprio Ed diz inúmeras vezes), gosta de filmes antigos, tem amigos diferentes e quer ser Diretora de Cinema, gosta de conversas com conteúdo. 
   Ta bom, Débora... Mas e sobre o livro?
   Vou dizer, dois adolescentes de "mundos" e gostos totalmente diferentes e opostos, começam um romance (fica meio obvio que é difícil dar certo com tantas diferenças). Não sei dizer EXATAMENTE o que a Min vê no Ed porque ela consegue ver os extremos negativos dele mas ao mesmo tempo ele faz de tudo para encaixar os pontos opostos.
   Ela conheceu os amigos dele, a família dele... Ela viveu no mundo dele e ele também pegou uma "rabeira" no mundo dela, que por ser tão diferente das lideres de torcida que ele estava acostumado a se envolver, porém algumas atitudes babacas dele, faz o romance (de algumas semanas) acabar. 
   E a Min, com toda aquela raiva, junta tudo o que pode (sentimentos, lembranças, coragem) e através de uma "carta" (o livro), dita tintim por tintim o porque eles terminaram, e foi escrita em uma ordem que, é de acordo com um acontecimento chave pra historia.
   Por Isso a Gente Acabou é um história clichê, obviamente, mas o autor consegue fazer isso com muito humor e muito sentimento. 
   A escrita é perfeita, muito bem diagramado. O autor faz com que a gente goste dos dois juntos (confesso que durante a carta dela, procurava trechos para eles voltarem). 
   O que é chato? Daniel criou um mundo onde só existe no livro, não existe fora. Mas Débora, é obvio que ele cria um mundo, né? Não, não é. Não nesse caso. A Min cita inúmeros filmes clássicos (daqueles em preto em branco) que não existem. E a música de "trilha sonora" do casal? É PERFEITA (sim! feita para eles, literalmente). O que é citado da musica durante a narrativa cai como uma luva sobre eles, porém... Ela não existe.
    O título do livro em si, já te é puro spoiler sobre o que aconteceu, mas é a graça da história: Descobrir o motivo. Min está triste, teve seu coração quebrado e através disso, ela nos conta os motivos e como ela está a"atualmente"(no pós-término).
   E a participação da Maira Kalman no livro? Essa mulher merece um prêmio! Elas fez todas as ilustrações do livro (isso faz você se sentir mais ainda dentro da historia) e essas ilustrações são referente ao "acontecimento chave" que citei lá em cima e fizeram eu imaginar a história em um parâmetro diferente do que normalmente imagino, de coração, corpo e mente: AMEI o trabalho dela.

  Li em alguns blogs que o filme vai virar livro, li em outros que a Hailee Steinfield vai ser a Min (se for verdade, na MINHA opinião combina), mas não posso confirmar, pois não achei nenhuma fonte detalhando mais sobre essa "novidade".


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   Bonitos e bonitas, é isso e espero que tenham gostado, beijinhos! 


Um trechinho pra deixar vocês curiosos:
"Mas minha alma tocou a sua, garota... Naquele abraço inesperado que a gente deu."

O reflexo do meu eu reconstruído


Desapontada, cansada, mas nunca surpresa. Porém de coração leve e com ausência de culpa, não há sensação mais suave e agoniante que essa. 

Tenho a certeza de que já pedi desculpas pelos meus erros e já não torno a cometer um deles novamente, e que não tenho responsabilidade alguma pelas atitudes dos outros. Respiro e não piro, o que mais vale sou eu porque eu sempre estive aqui, ninguém sabe o que é o meu turbilhão de emoções e não os culpo, afinal nem eu mesmo sei. 
Já não sou de cobrar presença, abraços ou carinho, apenas os ofereço com a plena certeza de que fiz a minha parte e mesmo com meu jeito desengonçado de ser demonstrei o que pude por alguém. 

Não cobro nada de ninguém. 

Faço porque quero, faço porquê sinto vontade, faço porquê não quero pesos na minha mente pois já carrego suficientes para me preocupar com algo tão vazio quanto cobrar algo que deveria ser totalmente recíproco. 
Evito criar expectativas sobre algo ou alguém, elas só criam o desejo, o irreal e até talvez o impossível, o verdadeiro pode ser o que você sempre pensou, pode ser pior ou pode ainda melhor, prefiro a surpresa com a felicidade do que a incerteza seguida de decepção. 
Evito tentar planejar cada passo que darei pois cada dia é uma surpresa e uma nova chance de mudar os rumos da história. Já não acho que "portas velhas não abrem caminhos novos" porque pessoas não são portas, são seres em evolução capazes de mudar e se refazer e lutar pelo que quer até ser alcançado. 

Mas também não acredito em insistir, o que tiver que acontecer, acontecerá e o que já passou, passou e não volta mais. 

Essa última doeu um pouco mas sobrevivi após encarar a verdade e me olhar no espelho depois de tanto chorar e entender que não deveria ser assim, o tempo é um remédio que é difícil de engolir mas quando aceitamos a verdade e encaramos cada dia como uma oportunidade do novo ele se torna algo que passa igual ao vento, às vezes rápido, às vezes lento e às vezes imperceptível. 

O que eu quero dizer ? 

Tudo é questão de esperar. 

Esperar que o tempo passe, que a ferida arda, feche, descasque e cicatrize, porque no final ela só vai ser mais uma lembrança de que você sobreviveu a alguma fase que achou que não sobreviveria.