It seemed like it would work, did not it?

É eu sei. Parecia que daria certo. Que era pra ser. 
Parecia que finalmente o conto de fadas que eu nunca acreditei que aconteceria iria acontecer sem mesmo que eu me lembrasse.Tudo tão perfeito, não perfeito não, com alguns errinhos mas mesmo assim era um paraíso, era como se aquela pessoa fosse a que iria se encaixar perfeitamente em meus braços e nunca mais se soltar.
O abraço, o beijo, o toque, tudo tão suave, bom, gostoso, tudo tão apaixonante.
Mas aí vieram os “e se” e os medos. Ah, o medo. O medo cegante. O medo do futuro. O medo do “e se não?” ou do “ e se sim?” . Até a primeira pontada do “e se” ir mais fundo, furar um buraco ainda mais fundo no ser que era nós dois.
Estávamos tão saturados, tão cansados com o peso do dia-a-dia , tão medrosos com tudo, que cedemos.
Acabou.
Me destruiu por completo. Doeu, doeu tanto que as vezes eu não conseguia respirar. Senti como se um veneno penetrasse todo o meu corpo e me consumisse e me queimasse por inteiro. Mas no fim das contas, sobrevivi.
Eu estou aqui. Estou de pé novamente. Estou respirando normalmente aos poucos.
Eu amadureci mais ainda com isso.
Tirei um tempo para mim, sai, curti, dancei, ri, chorei, vi minhas séries e fiz tudo que poderia por mim mesma. Porque pra mim era tudo que me importava no momento, o meu eu, a minha alma, o meu eu quebradiço que precisava ser reconstruído.
Me reconstruí. Respirei fundo. 
Passei por mais provações, mais raivas, mais surtos de consciência, sobrevivi, respirei mais fundo olhei para algo aleatório e deixei passar.
Agora com tudo um pouco mais organizado na minha mente, olho para o céu e penso: “O que virá por agora?”
Quem sabe o que o futuro nos aguarda?
Todos nós estamos sujeitos a mudanças.
Quem sabe mais tarde? Lá na frente?
Por enquanto não quero pensar. Vou viver o meu presente e o futuro que há de vir, virá e quanto as surpresas que ele trará, terei muito tempo para esperar. 

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